LER/DORT

LER/DORT: como reduzir afastamentos com ergonomia preventiva

LER/DORT segue entre as três principais causas de afastamento por doença ocupacional no Brasil. A boa notícia: prevenção ergonômica bem feita reduz incidência em até 70%.

LER e DORT: o que são

LER (Lesões por Esforços Repetitivos) e DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho) são síndromes multifatoriais com origem em fatores biomecânicos, organizacionais e psicossociais do trabalho. Atingem tendões, músculos, nervos e bursas — predominantemente nos membros superiores.

Atividades de maior risco

  • Digitação intensa e contínua (call center, financeiro, jornalismo);
  • Linha de produção com ciclo curto e repetitivo;
  • Caixa de supermercado, embalagem;
  • Trabalho em frigoríficos;
  • Cirurgia odontológica e médica;
  • Manuseio de carga acima dos limites NR-17.

5 ações preventivas com maior retorno

1. Ajuste do posto de trabalho

Cadeira regulável, monitor à altura dos olhos, teclado neutro, espaço para braços apoiados. Pequenos ajustes ergonômicos eliminam grande parte das forças desfavoráveis sobre tendões e nervos.

2. Pausas estruturadas

Para digitadores, a NR-17 prevê pausa de 10 minutos a cada 50 minutos efetivos. Para atividades repetitivas, micropausas de 1 a 2 minutos a cada 20 minutos reduzem fadiga muscular cumulativa.

3. Rotatividade de função

Alternar tarefas com perfis biomecânicos diferentes ao longo do turno distribui a carga sobre grupos musculares distintos. Particularmente eficaz em linhas de produção.

4. Treinamento prático (não palestrinha)

Treinamento in loco, com prática supervisionada de ajuste do posto, alongamentos específicos para o cargo e ginástica laboral conduzida. Palestra de slide não muda hábito.

5. Monitoramento ativo

Acompanhamento periódico por profissional habilitado, com retorno ao gestor sobre indicadores de queixa precoce — antes do afastamento.

Custo real do afastamento

Cada afastamento prolongado por LER/DORT custa, em média, 60 a 120 salários ao empregador, considerando substituição, treinamento, queda de produtividade, FAP/RAT e eventual indenização. Adequação ergonômica completa de um posto custa muito menos.

Indicadores para acompanhar

  • Taxa de absenteísmo CID M (musculoesqueléticas) por área;
  • Número de queixas precoces na ginástica laboral / canais internos;
  • Número de CATs por LER/DORT;
  • Resultado de questionário Nórdico aplicado periodicamente.

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